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Espaço de Lucky SkywalkerSegundo os estóicos, todo o bem é conveniente, compulsório, útil, benéfico, belo, vantajoso, desejável e justo. ( Diôgenes Laêrtios, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres) |
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Agradecido pela visita e, se o quiserem, deixem os V. comentários, que serão apreciados !
Rosalin εїзwrote:
Olá... já fiz a terceira postagem aqui....
Quando tiver um tempinho dá uma olhadinha lá, ok!! Ah! e sua vez de ser entrevistado está bem próxima.... heheheheh Até depois...
Nov. 16
Rosalin εїзwrote:
Obrigada pelos comentários... é sempre bom receber sua visita!!!
Nov. 7
Alpha Leninhawrote:
Ela é tão livre que um dia serápresa. Presa por quê? Por excesso de liberdade. Mas essa liberdade é inocente? É. Até mesmo ingênua. Então por que a prisão? Porque a liberdade ofende. Clarice Lispector Querido amigo, importa ser LIVRE! E que se respeitem as liberdades: contidas espelhadas no outro...Deixo-te meu sincero e fraternal abraço.
Oct. 20
Marywrote:
Sept. 28
ma Lwrote:
Sept. 20
Marywrote:
Sept. 19
Marywrote:
Sept. 16
Sept. 14
ma Lwrote:
Sept. 13
Marywrote:
Sept. 13
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A face visível - Expresso.ptMiguel Sousa Tavares (www.expresso.pt) O Relatório de Outono da Comissão Europeia sobre a conjuntura económica portuguesa contém três boas notícias já para o ano de 2010. A primeira é que o crescimento do PIB será retomado, devendo atingir os 0,3%, depois de ter sido negativo em 2,9% neste ano (acima da média da UE, que foi de 4% negativos, mas a crescer menos de metade do que vai crescer o PIB na UE); a segunda, é que o desemprego não aumentará, mas também não diminuirá, mantendo-se nos actuais 9%; a terceira é a retoma em terreno positivo das exportações, depois de uma queda para menos 14% em 2009. E fim das boas notícias. Agora, a factura. O défice público, segundo Bruxelas, vai acabar o ano em 8% do PIB - bem acima dos 5,9% anunciados pelo Governo, e, pior ainda, vai manter-se assim em 2010 e aumentar para 8,9% (uma barbaridade!) em 2011. Em consequência, a dívida do Estado português, que representava já 66% do PIB em 2008 e que passou este ano para 77,4%, passará em 2010 para 84,6%, e em 2011 para uns inacreditáveis 91%. E basta de números, fiquemos apenas com esta realidade: dentro de dois anos, seria necessário alocar praticamente toda a riqueza produzida no país durante um ano inteiro para saldar a dívida pública - pondo fim ao pagamento de juros que aos poucos vai sugando o país, transmitindo à geração seguinte um Estado endividado até ao pescoço. Teixeira dos Santos justifica o descontrolo do défice (derrapagem é adjectivo que já não chega para caracterizar a situação) com a crise económica: o que aconteceu, diz ele, não foi o aumento da despesa do Estado, mas sim a diminuição da receita fiscal. Com certeza que tem razão, mas a despesa do Estado subiu também - em parte motivada pelo acréscimo de prestações sociais, como o subsídio de desemprego e o rendimento mínimo - e atingiu o patamar psicológico dos 50% do PIB. Metade de toda a riqueza produzida no país inteiro pelas empresas e pelos trabalhadores é gasta pelo Estado. Portanto, estes são os dados: temos um Estado que consome metade do que produzimos, cuja riqueza malbaratada impede os cidadãos de melhorarem a sua própria situação, e que, mesmo assim, todos os anos se endivida mais, porque a receita que tem e que tanto nos custa a pagar (aos que pagam...) não chega para os seus gastos, sempre crescentes. Por isso, endivida-se, ano após ano, e o serviço da dívida, os juros que paga, são já parte significativa da sua própria despesa. É como uma família em que um dos cônjuges trabalha e traz riqueza para casa e o outro vive a gastá-la e a acumular dívidas, que um dia passarão aos filhos, se antes a própria família não decretar insolvência. Não me interessa muito saber se a solução há-de ser socialista ou neoliberal, trata-se de uma questão de boa-fé. Não é justo nem sustentável indefinidamente que metade dos portugueses continue a trabalhar, investir, inovar e produzir riqueza para que a outra metade trate de a gastar alegremente e ainda exija sempre mais. É a esta luz que se torna obrigatório meditar nas tais 'grandes obras públicas' que o Governo nos propõe como grande medida de política keynesiana e com o entusiástico apoio da CIP e da Associação dos Construtores de Obras Públicas. Quando, como já aqui o escrevi, tropeço em coisas como o contrato celebrado entre o Porto de Lisboa (Estado) e a Liscont/Mota-Engil para o Terminal de Contentores de Alcântara, eu tenho a penosa certeza de que estou pessoalmente a ser roubado pelos advogados do Estado e a benefício do sr. Mota - decerto uma estimável pessoa que não tenho o prazer de conhecer, mas que também me dispenso de ajudar a enriquecer com o dinheiro do meu trabalho. E o mesmo quando vejo as acções da Mota/Engil subirem 13% em bolsa no dia seguinte às eleições legislativas terem confirmado novo Governo PS. Ou quando constato que, semanas depois, a Mota/Engil ganhou mais um concurso de construção e concessão de exploração de uma nova auto-estrada - a do Pinhal Interior (alguém me pode informar onde fica isso ou para que serve?). Ou quando leio que foi alterado o regime das concessões rodoviárias, seguindo o modelo do contrato para o Terminal de Contentores de Alcântara, onde todo o risco do negócio é assumido pelo Estado e os privados ficam só com lucros garantidos ou indemnizações compensatórias. Ou quando vou sabendo pelos acórdãos do Tribunal de Contas (que, por si só, deveriam cobrir de vergonha qualquer governo), que se tornou prática corrente dos concursos de empreitadas públicas licitar com um preço imbatível e, uma vez ganho o concurso, subir o preço muito além do da concorrência, invocando toda a ordem de pretextos. Perguntem-me se eu confio neste Estado e neste Governo para lançar, em nome do 'interesse público', as empreitadas das grandes obras como o novo aeroporto de Lisboa, o TGV ou a nova ponte rodo-ferroviária sobre o Tejo, em Lisboa? Não, não confio. E não só porque se trata de obras inúteis e até prejudiciais a Lisboa, como a ponte ou o novo aeroporto, mas porque, na situação financeira em que nos encontramos, são quase obscenas. E, depois, porque não tenho a mais pequena fé de que os custos não disparem, que não haja negócios e adjudicações de favor, tráfico de influências, grandes oportunidades de enriquecimento para a meia dúzia de sociedades de advogados de Lisboa que vivem disto e, no final de tudo, que alguma das obras anunciadas se sustente a si própria e não venha a ser antes mais uma fonte de despesa pública a perder de vista. Oiça, José Sócrates: o país que trabalha, que estuda, que inova, que arrisca e que dá trabalho a outros; o país que não foge ao fisco nem tem offshores e que paga impostos até por respirar; que não enriquece na bolsa nem vive a mendigar subsídios do Estado; que paga a escola dos filhos, as suas despesas de saúde e o seu plano de reforma, nada esperando da Segurança Social; o país que tem pudor em fazer negócios escuros com as autarquias ou as empresas públicas; o país que ainda não apanhou um avião para o exílio mas que também não deseja um lugar nos aviões das suas visitas de Estado a Angola, esse país está a ficar farto. Acredite que está. Não se manifesta nas ruas nem se organiza em 'Compromissos Portugal', que não são compromisso nem são Portugal. Mas existe e um dia destes explode. Nesse dia, o dr. Teixeira dos Santos vai-se espantar por descobrir que, mesmo já sem crise, a receita fiscal não há maneira de voltar a subir. Porque o animal raro conhecido por otário se terá extinto de vez. Faz agora um ano que, 'para evitar o risco sistémico', o Governo nacionalizou os prejuízos do BPN. Um ano depois, a conta para os contribuintes já vai em 3,5 mil milhões de euros - três mil milhões e meio de euros! Vale a pena fazer as perguntas, em jeito de balanço: se o risco era sistémico, isso quer dizer que toda a banca funcionava no esquema de vigarice institucionalizada do BPN - foi isso que se quis esconder? Se o risco era sistémico, porque é que a banca privada não ajudou a banca pública a acorrer ao BPN? E, agora, tendo gasto mais dinheiro com o BPN do que gastou a pagar os subsídios de desemprego a meio milhão de desempregados, que lição, se é que alguma, extrai o governo dessa aventura? Que mensagem, se é que alguma, lhe ocorre dar aos pagadores de impostos? Expresso de 7 de Novembro de 2009 Língua portuguesa O presidente Lula falou há pouco no período do "achismo" que
actualmente se vive, na procura de um responsável pelo corte de energia
eléctrica que o Brasil sofreu.O cineasta Fernando Lopes, na "Visão" desta semana, entende que a amizade entre as mulheres, ao trocarem histórias pessoais entre si, é um tanto "açordeira". Devo confessar que adoro este tipo de expressões. Elas são a prova de que a língua portuguesa está bem viva e criativa. Pedagogia em Português Ontem iniciadas, prosseguem hoje as V Jornadas Pedagógicas,
destinadas à formação de educadores em língua portuguesa que operam em França.
Troca de experiências, novas técnicas e o uso da internet são algumas das
vertentes deste encontro, que tem lugar num belo e histórico edifício em Sèvres,
à entrada de Paris.Com a ajuda da Caixa Geral de Depósitos e da TAP, pudemos trazer técnicos de Portugal e do Reino Unido, numa iniciativa organizada pelo serviço da Coordenação do Ensino Português em França, a que estão presentes dezenas de educadores. As Embaixadas do Brasil e de Cabo Verde associaram-se ao evento. Na abertura das Jornadas, sublinhei a importância crescente da língua portuguesa no quadro internacional, destacando, em especial, a vontade comum encontrada a nível da CPLP para promover o Português no seio das instituições multilaterais. Fiz notar que, para os cidadãos de origem portuguesa no estrangeiro, a garantia das sucessivas gerações poderem manter-se ligadas à sua lingua originária já não constitui apenas uma atitude com sentido afectivo; o Português, num mundo onde países como o Brasil e Angola se afirmam com cada vez maior pujança económica, converte-se hoje numa "ferramenta" importante para as relações internacionais, numa mais-valia de qualificação. Neste último caso, o mesmo é válido para os franceses, que crescentemente procuram o ensino de português com objectivos profissionais. O antigo ministro português da Cultura, Manuel Maria Carrilho, embaixador junto da UNESCO, enriqueceu estas jornadas com uma conferência onde deu a sua perspectiva sobre os desafios da língua portuguesa nas comunidades no exterior, falando do importante papel que os media poderiam ter para a valorização cultural das mesmas. Arafat Na ocasião em que passam cinco anos sobre a morte de Yasser Arafat,
apetece-me recordar o que, nessa altura, escrevi no jornal "Público", sob o
título "Com olhos em Gaza":"A face pálida
de Yasser Arafat tornou-se ainda mais lívida, ao ouvir o que lhe disse o
colaborador que interrompeu bruscamente a conversa que o presidente da
Autoridade Palestiniana mantinha com Mário Soares, na minha presença. Arafat
balbuciou qualquer coisa e saiu, apressado, para uma sala ao lado, deixando-nos
a conjecturar sobre o que tanto o perturbara. Quando regressou, denotava uma
imensa preocupação: Shimon Peres, então ministro dos Negócios Estrangeiros de
Israel, acabara de lhe confirmar que, pouco antes, o primeiro-ministro Itzhak
Rabin havia sido alvejado num comício em Tel-Aviv. Não se conheciam ainda
pormenores sobre o seu estado. Sem o dizermos, o cenário de um atentado de
autoria palestiniana atravessou-nos a todos. Minutos mais tarde, veio a saber-se
que o autor dos disparos fora, afinal, um judeu radical e que Rabin, entretanto,
morrera. Estávamos em Gaza, em 5 de Novembro de 1995, após um jantar oficial, regressados à "guest house" da Autoridade Palestiniana, numa inédita visita do Presidente da República portuguesa iniciada nessa tarde, que eu acompanhava em substituição de Jaime Gama. A simpatia por Portugal e o imenso respeito de Arafat por Mário Soares ficaram patentes em vários gestos, desde a nossa chegada. O líder palestiniano fazia questão de recordar a atitude corajosa e solidária de Soares quando, anos antes, este fora visitá-lo a Beirute, sob fogo, durante o cerco sofrido pelas forças da Al Fatah. A comitiva portuguesa saíra de Jerusalém, nessa manhã, após uma visita oficial de três dias a Israel. A presença do presidente português ficara marcada pela contínua expressão da amizade e admiração de Itzhak Rabin e de Shimon Peres, que viam em Mário Soares, simultaneamente, um sólido amigo de Israel e um militante pela reconciliação no Médio Oriente, defensor dos direitos do povo palestiniano. Viviam-se os tempos de esperança posteriores aos Acordos de Oslo e Washington e, a avaliar pelas medidas de segurança excepcionais que rodeavam Rabin, que haviam obrigado a súbitas mudanças do programa, pressentiam-se os riscos que o primeiro-ministro israelita estaria a correr para forçar, de uma vez por todas, as portas da paz possível. Mas estávamos muito longe de pressentir a tragédia. Arafat despediu-se de nós, nessa noite, com uma sombra triste no olhar que não perderia na manhã seguinte, quando abreviámos a visita, para nos deslocarmos ao funeral de Rabin. Acto a que ele, contudo, não pôde assistir, como desejaria. Recordo as palavras trocadas por Soares com Arafat, no momento da nossa saída de Gaza. Do pesar que ambos sentiam pela desaparição de Rabin ressaltava a consciência mútua de que nada voltaria a ser igual no destino daquilo a que então se chamava o Processo de Paz do Médio Oriente. Voltei a encontrar Arafat algumas outras vezes - em Barcelona, em Malta, em Bruxelas e em Nova Iorque. Sem excepção, perguntava-me sempre pelo seu "amigo Mário Soares" e teimava em relembrar, na sua voz cada vez mais trémula, aquela noite em Gaza, que lhe deve ter ficado na memória dos seus sonhos perdidos de uma Palestina livre. Yasser Arafat cometeu, nos anos que se seguiram, uma imensidão de erros políticos, imerso numa conjuntura em que se deixou enredar, em que o radicalismo tomou conta dos acontecimentos, de um lado e do outro de uma barricada de ódio, hoje ironicamente simbolizada num muro real de incompreensão. O conflito israelo-palestiniano converteu-se, entretanto, numa imolação de inocentes, numa bola de neve de violência e de terror, com que já convivemos sem espanto, à vista do cinismo estratégico dos feiticeiros da realpolitik, da cobardia complacente de alguns e da fraternidade hipócrita de outros. O mundo tarda em perceber que, graças à aliança objectiva de messianismos contraditórios, alimentados pelo desespero e pelo fanatismo, se ateou a partir das margens do Jordão, à vista de todos, um incêndio imenso, que não pára de estender-se e que está, cada vez mais, longe de ser debelado, ardendo como o petróleo que lhe alimenta as raízes. Em 5 de Novembro de 1995, morreu Itzhak Rabin. O ocaso de Yasser Arafat terá começado na mesma data, precisamente nove anos depois. Esta coincidência sela o destino trágico dos dois homens que mais perto estiveram de obter a paz para os seus povos." Apetece-me perguntar: mudou, entretanto, alguma coisa? Como o absurdo molda o intelecto humano"Todo mundo pode Ser Grande, porque Todo Mundo pode Servir.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny1910200914.htm Como o absurdo molda o intelecto humano
Além de variadas marés de sorte e azar, a vida também oferece eventuais experiências que violam toda a lógica e as expectativas. O filósofo Soren Kierkegaard escreveu que tais anomalias produzem uma profunda “sensação do absurdo”. Freud atribuiu tal sensação a um medo da morte, da castração ou de “algo que deveria ter permanecido escondido, mas veio à luz”. Na melhor das hipóteses, a sensação é desorientadora. Na pior, é arrepiante. Agora, um estudo sugere que, paradoxalmente, essa mesma sensação pode preparar o cérebro para notar padrões que, do contrário, lhe escapariam —em equações matemáticas, na língua, no mundo em geral. “Ficamos tão motivados a nos livrar daquela sensação que procuramos significado e coerência em outro lugar”, disse Travis Proulx, pesquisador da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, e coautor do estudo publicado na revista “Psychological Science”. “Canalizamos a sensação para algum outro projeto, e isso parece melhorar alguns tipos de aprendizado.” Os pesquisadores há muito tempo sabem que as pessoas se aferram mais firmemente às suas inclinações pessoais quando se sentem ameaçadas. Após pensarem na sua própria morte inevitável, elas se tornam mais patrióticas, mais religiosas e menos tolerantes a estranhos, segundo os estudos. Em uma série de novos estudos, Proulx e Steven Heine, professor de psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), argumentam que essas descobertas são variações sobre o mesmo processo: a manutenção do significado ou da coerência. O cérebro evoluiu para predizer e faz isso identificando padrões. Quando tais padrões se rompem —por exemplo, se alguém tropeça em uma poltrona no meio da floresta, como que caída do céu—, o cérebro tateia em busca de algo que faça sentido. Ele pode, em alguns casos, voltar sua atenção ao exterior, argumentam os pesquisadores, e notar, digamos, um padrão previamente oculto na trilha dos animais. A urgência em encontrar um padrão coerente torna mais provável que o cérebro encontre um. “Há mais pesquisa a ser feita a respeito da teoria”, disse Michael Inzlicht, professor-assistente de psicologia da Universidade de Toronto, já que pode ser o nervosismo, e não a busca de significado, que leva a um estado mais elevado de vigilância. No estudo mais recente, Proulx e Heine fizeram 20 universitários lerem um conto absurdo baseado em “Um Médico Rural”, de Franz Kafka. O médico do título tem de visitar um menino com dor de dente, mas descobre que o menino não tem dentes. Os cavalos que puxaram sua carruagem começam a se comportar mal; a família do menino se chateia; o médico descobre que o menino afinal tem dentes. E assim por diante. Após o conto, os alunos estudavam uma série de 45 sequências de 6 a 9 letras, como “X, M, X, R, T, V”. Depois faziam um teste, escolhendo entre 60 sequências aquelas que eles achavam que já haviam visto antes. Na verdade, essas letras eram relacionadas, de modo muito sutil, com algumas mais propensas a aparecerem antes ou depois de outras. O teste é uma medida-padrão daquilo que os pesquisadores chamam de aprendizado implícito: o conhecimento obtido sem consciência. Os estudantes não tinham ideia de quais padrões seus cérebros estavam percebendo, ou como era o desempenho deles. Mas eles se saíram bem. Escolheram cerca de 30% mais sequências de letras e tinham quase o dobro de acertos nas suas escolhas, em comparação a um grupo de 20 estudantes que haviam lido outro conto, coerente. “O fato de que o grupo que leu a história absurda identificou mais sequências de letras sugere que [esses estudantes] estavam mais motivados a procurar padrões do que os outros”, disse Heine. “E o fato de que eles eram mais precisos significa, achamos, que eles estavam formando novos padrões que de outra forma não conseguiriam formar.” A rainha Ter responsabilidades centrais na organização de uma visita de um
chefe de Estado ou de governo português a um país estrangeiro é sempre uma
imensa "dor-de-cabeça". Nada pode falhar, todos os pormenores têm de ser
afinados, é importante ter "planos B" para as contingências, há questões de
substância e de natureza protocolar a assegurar em detalhe, mil sensibilidades a
gerir, maus feitios (vindos de Lisboa, principalmente) a aturar. É essencial uma
excelente articulação com as autoridades locais, porque está nas mãos delas
infernalizar-nos ou facilitar a nossa vida. Uma coisa é certa: se alguma coisa
correr mal, a culpa é sempre das Embaixadas. Já preparei muitas visitas, sei bem
do que falo.Isto vem a propósito de uma história passada em
Londres. Um dos pontos mais curiosos da visita oficial do presidente Mário
Soares ao Reino Unido, em 1993, foi a organização do jantar de gala na nossa
Embaixada, em Belgrave Square. Num programa de visita em que a responsabilidade
maior estava do lado britânico, esse era o principal ponto da agenda a nosso
cargo. A rainha de Inglaterra raramente se desloca a uma residência - mas a
residência portuguesa não é, em Londres, uma residência qualquer, é a Embaixada
do parceiro da "oldest alliance". E porque é uma excepção, foi aí que Mário
Soares ofereceu o jantar com que retribuiu o que a rainha lhe dera em
Buckingham.
A rainha e o marido não iram sós a esse jantar.
Com eles e com um grupo muito importante de ministros britânicos iam o príncipe
Carlos e a princesa Diana, os príncipes Andrew e Edward, a princesa Margarida e
várias outras importantes figuras da corte britânica. Porque tal me competia,
como "nº 2" da casa, passei horas a rever pormenores, a ensaiar com o nosso
Protocolo a coreografia da entrada, desde a posição dos fotógrafos e jornalistas
até aos lugares dos garbosos GNR's, vindos expressamente de Portugal para marcar
a solenidade da ocasião.
Pouco mais de uma hora antes do momento em que teria de estar de volta ao meu "posto", rumei a casa, ao volante do meu carro, para vestir a casaca e ir buscar a minha mulher. Ia muito tenso, ainda com preocupações na cabeça, a pensar se algumas coisas me tinham escapado. Num cruzamento, pouco antes de chegar a casa, por distracção e precipitação, esbarrei de lado contra uma viatura: nada de ferimentos, mas latas amolgadas e alguns faróis partidos. E a culpa era toda minha! Era uma senhora inglesa que guiava o automóvel atingido pela minha imprudência. Juntaram-se logo transeuntes a confirmar o óbvio da minha culpabilidade. Para alguma surpresa dos circunstantes, também eu dava toda a razão à condutora abalroada. A vítima da minha imperícia queria, naturalmente, chamar a polícia, porque deve ter pensado que isto de diplomatas, sempre protegidos pelas imunidades, é uma raça que costuma ser tentada a fugir às responsabilidades criminais. Ora o meu drama não era o assumir da culpa. O meu problema era o tempo! Dentro de menos de uma hora eu tinha de estar, devidamente engalanado na minha casaca, à porta da Embaixada, a receber o presidente português, que chegaria acompanhado do nosso embaixador, para, pouco depois, se organizar a chegada da rainha. E, se acaso eu tivesse que esperar pela polícia para tomar notas do acidente, isso tornava-se inviável. Foi então que testei toda a minha capacidade de convicção diplomática: "Minha senhora, eu assumo 100% da responsabilidade do acidente, mas tenho um problema muito sério: dentro de menos de uma hora vou jantar com a rainha! Eu sei que lhe deve ser difícil acreditar nisto, mas é pura verdade!". Não consigo descrever a cara da minha interlocutora, o olhar incrédulo que me lançava, pensando talvez que a estava a tomar por parva. Num segundo, expliquei-lhe o que se passava: a visita do presidente português e o jantar na Embaixada. Não me pareceu convencida, até que me lembrei de lhe perguntar se tinha passado nos últimos dias pelo Mall, a avenida em frente ao Palácio de Buckingham. "Se lá passou, terá seguramente visto que há bandeiras portuguesas e britânicas por todo o trajecto". Não podia invocar parangonas na imprensa ou menções de relevo na televisão, porque as visitas protocolares têm escassa cobertura noticiosa. Restava-me a esperança da sua memória visual. A senhora sorriu e disse: "De facto, vi muitas bandeiras. Eram portuguesas?". Percebi que estava salvo! Como prova da minha boa-fé propus-me deixar-lhe os meus documentos - a carta de condução e o livrete do carro -, garantindo-lhe que, logo no dia seguinte, de manhã, a Embaixada a contactaria. Para meu imenso alívio, aceitou. Deve ter ido contar para casa a história estranha por que tinha passado, o acidente com um diplomata que parece que ia jantar com a sua rainha. E lá fui eu, à pressa, com um farol a menos, enfarpelar-me para jantar com a rainha de Inglaterra. E com a princesa Diana, claro. Những thay đổi trong công tác ngoại giao & Hai se-ri chương trình thú vị của BBCMark Kent
Trong tuần này, chúng tôi tiến hành nâng cấp hệ thống máy tính tại Đại sứ quán – một nhiệm vụ quan trọng cần phải hoàn thành nhưng cũng đồng nghĩa với việc các thành viên của sứ quán không được dùng máy tính trong một vài ngày. Dịp này gợi cho tôi nhớ tới những thay đổi trong công tác ngoại giao ở các đại sứ quán trong những năm gần đây – những thay đổi gắn với những phát kiến mới về công nghệ, phương thức làm việc và những tác động của toàn cầu hóa. Dưới đây là hai đường dẫn tới se-ri chương trình của BBC về công tác ngoại giao (đáng tiếc là phần nội dung lại chỉ được trình bày bằng tiếng Anh). Đường dẫn thứ nhất sẽ giới thiệu với các bạn lịch sử vai trò của những người đại sứ, câu chuyện được kể bởi Cựu Đại sứ Anh tại Washington, Sir Christopher Meyer; còn đường dẫn thứ hai kết nối tới câu chuyện về truyền thống viết thông điệp từ biệt của các vị đại sứ. Theo truyền thống này, khi các đại sứ hoàn thành nhiệm kì, họ sẽ có những bài viết thể hiện quan điểm của mình về đất nước họ vừa làm việc cũng như về Công tác Ngoại giao của Vương Quốc Anh. Hai câu chuyện này sẽ mang lại cho chúng ta những hiểu biết sâu sắc và lí thú về công tác ngoại giao thời gian trước. Quay trở lại với hiện tại, lúc này Đại sứ quán Anh cùng với mốt số thành viên
khác trong Đại gia đình Vương quốc Anh tại Việt Nam đang nỗ lực để tạo ra một
trang Facebook cùa riêng mình, giúp thông tin của Sứ quán đến với công chúng.
Tôi rất ấn tượng với việc các đồng nghiệp của chúng tôi tại Bộ Ngoại giao Việt
Nam đã lập nên trang Facebook riêng của họ, tôi hi vọng chúng tôi cũng có thể
làm được điều này. Tuy vậy, trong những ngày vừa qua, dường như đã xảy ra một
vài sự cố kĩ thuật ảnh hưởng tới việc truy cập trang Facebook; tôi hi vọng những
sự cố này sẽ sớm được khắc phục bởi Facebook là một công cụ rất hữu ích không
chỉ chúng tôi dùng mà ở Việt Nam cũng có tới hơn 1 triệu người sử dụng còn trên
thế giới con số người sử dụng Facebook đã lên tới hàng triệu người. Mạng xã hội
Facebook khuyến khích giao lưu, du lịch và đầu tư. Rất nhiều người trẻ sử dụng
Facebook để giữ liên lạc với gia đình khi họ xa nhà. Đối với những gia đình nước
ngoài đến với Việt Nam, mang theo họ những khoản đầu tư quốc tế ngày càng lớn
hơn vào Việt Nam, họ cũng sử dụng Facebook để nói chuyện với gia đình và bạn bè
ở khắp mọi nơi trên thế giới. Chúng ta có thể dùng Facebook để chia sẻ những
đường dẫn (links) tới những trang web thú vị cũng như để đăng ảnh, video và chia
sẻ cho mọi người về những công việc, cuộc sống thường nhật. Tại một đất nước có
quy mô như Việt Nam, Facebook giúp cho những người Việt có chung mối quan tâm,
có chung sở thích chia sẻ ý kiến và bàn luận các giải pháp cho những vấn đề
chung gặp phải. Facebook là một ví dụ khác về những công nghệ mới chúng ta có
thể tận dụng để đưa xã hội tiến lên phía trước trong thời đại toàn cầu hóa này.
Meu mundo caiu.../ Mais uma reflexão inútilRefúgio
Bastaram algumas palavras... poucas, pesadas...
tão pesadas que desmoronaram o edifício do discurso que sobrou de mim... e
quedei-me perplexa num ponto de interrogação que teima - voraz - em se alimentar
de tudo a minha volta...
Esse ponto de interrogação... não consigo
olhá-lo de frente; ainda lanço meu olhar meio de esguelha como quem evita o
confronto, a certeza. Fujo do tête-a-tête para não lhe dar vida, para que não
fique prenhe da desesperança, para que não se robusteça do meu desânimo... E
tola, pueril, evito o confronto final...
Mas ele veio: a penúltima peça do dominó caiu, o
penúltimo pilar que me sustentava está abalado em sua estrutura interna. Hoje
descreio e me parecem fugazes todas as certezas, inclusive as minhas
próprias.
Que poder possuem as palavras! Constroem,
destroem... Há uma frase que diz que nenhum caminho é longo demais quando um
amigo nos acompanha... meu caminho já o sinto antigo, onde o amigo na
bruma?
Dediquei-me ao meu blog como quem lapida uma
pedra bruta - escondida o seu valor; tenho procurado cultivar amizades como um
jardineiro num campo de joios; tenho me dedicado a elas como quem coloca devoção
santa no altar... Nunca fui de estar na linha de frente da batalha, mas
acreditava estar contribuindo com poções de mim mesma maceradas em cadinhos onde
me doava sob o pó da sinceridade, da transparência, da amizade espontânea e
incondicional... Minhas denúncias, meus gritos contra o injusto nunca foram
altos o suficiente na ágora, praça do povo, mas eu os libertava na medida de
minhas possibilidades. Gritos tímidos de quem não estava acostumada a gritar e,
se deu conta tardiamente de que não era muda...
Aprendí a lançar meus gritos baixos - imitando
quem estava calejado de mãos e cordas vocais... e fiz o que sabia fazer:
teorizei gritos! Porque sempre teorizei, nunca passei da teoria à prática. E
esculpí minha inutilidade nesse gesto - hoje sei. Extemporâneo
gesto...
Nunca arregacei as mangas, nunca realmente
estive onde realmente desejava estar ou queriam que eu estivesse; minhas poesias
- que a muito tempo não faço mais -falavam de amor, de utopias... cantos de
gabinete... não cantavam o povo e suas dores, apenas a minha dor e os meus
anseios... de nada servem, nada acrescentam... e os imortais já disseram
tudo...
Minhas reflexões... essas sim, (re)flexões de
mim para mim mesma... mesmo assim, quando as fazia, tencionava que delas alguém
pudesse tirar algum proveito identificando-se com o meu cismar... mas sempre
soube que eram solitários desabafos, válvula de escape no veículo
blog.
O que mais doeu ao ver cair o penúltimo
bloquinho do dominó foi o reflexo que ví de mim mesma ao olhar seus estilhaços:
multiplicadas e cintilantes lá estavam lágrimas. E eu que me pensava forte,
fragmentei-me como aquele bloquinho... não o sabia tão frágil...
Eis as frases que me abalaram:
"Suas reflexões são supérfluo exercício de um
academicismo descomprometido; escreva sobre a nossa realidade, e não sobre a sua
realidade. A sua reflexão, sobre determinado assunto, nada acrescenta para a
melhoria da sociedade; deixe que cada um reflita por si. Trate dos dramas
sociais, do que se passa no dia a dia de sua cidade, do Brasil e do mundo. É
isto que deve ser feito, e você com esse talento sai por aí com todo seu
diletantismo, sem nada acrescentar para a melhoria da sociedade. Você não
protesta, não luta, a não ser por aquilo que você pensa que é o certo. Saia
desse seu pequeno mundo e projete-se para o todo... e mais: Não é criando
refúgios que você vai compensar a sua perda".
Blog "fechado para balanço".
Exportação Alguns estão ainda pouco confiantes, todos são cuidadosos, uns mais
optimistas, outros já com razões concretas para o serem. Foram estas as
impressões que colhi sobre o ambiente de negócios junto de cerca de duas dezenas
de industriais portugueses, nas áreas de matelomecânica e moldes, cujos
pavilhões visitei hoje na "Midest", a feira internacional de subcontratação
industrial que tem esta semana lugar em Paris.Casamento, vão praticando...
O VÍDEO DE UM CASAMENTO INUSITADO REALIZADO NO ESTADOS UNIDOS É O NOVO FENÔMENO DO YOUTUBE. Pousadas & Verdades Há dias, baseado numa informação que circulou sem contestação
aparente em sites noticiosos de referência, referi aqui que o
Grupo Pestana ia encerrar a Pousada Barão de Forrester, em Alijó.Acabo de receber um amável esclarecimento do presidente das Pousadas de Portugal que me dá conta da falta de fundamentação de tal notícia, na base da qual elaborei o meu anterior post. Segundo tal esclarecimento, a Pousada de Alijó terá um encerramento apenas temporário, para a execução de obras determinadas por lei, não estando em causa a continuidade desta unidade hoteleira. A empresa considera que houve uma deliberada deturpação das suas intenções e que foi lançada uma inverdade que afecta a sua boa imagem. Só posso lamentar ter aqui feito um involuntário eco de uma falsidade que, como referi, apareceu a público com foros de verdade. As Pousadas de Portugal são uma referência identitária do nosso país e foi a preocupação causada pelo anterior encerramento e a alienação de outras unidades, que analisei no post em referência, que terá contribuído para dar credibilidade a este boato. Pelo menos, foi isso que ocorreu no meu caso. Só me resta reiterar as minhas desculpas às Pousadas de Portugal pela imprecisão da referência factual que fiz. Bem gostaria de ver a sua rede preservada na sua integridade e, se economicamente possível, mesmo aumentada - como aconteceu com a criação de uma nova unidade em Viseu, em que, com gosto, me alojei em Julho passado. Notícias sobre a inexistência de Deus"Todo mundo pode Ser Grande, porque Todo Mundo pode Servir.
FONTE: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=560JDB010
Sabina Europa Ouvir Angela Merkel afirmar, sob o Arc du Triomphe, junto ao
monumento ao soldado desconhecido francês, que " nunca esqueceremos o que os
franceses tiveram de sofrer por causa dos alemães durante a primeira metade do
século XX" foi um momento de grande simbolismo, a que tive o privilégio de
assistir esta manhã. E igualmente importante foi ouvir o presidente Nicolas
Sarkozy dizer que, "neste 11 de Novembro, não comemoramos a vitória de um povo
sobre o outro, mas uma provação que foi tão terrível para um como para o
outro".A França e Alemanha, ao longo do passado
recente, titulados por líderes diferentes, entenderam bem o carácter fundamental
da sua reconciliação. Em cada um desses momentos, foi a coragem dos respectivos
dirigentes que ficou à prova, porque eles sabiam que, atrás de si, estavam e
estão povos eternamente marcados por fortes traumatismos, aos quais era
importante apontar o novo rumo a seguir.
Essa coragem foi hoje, em Paris, assumida por Angela Merkel e por Nicolas Sarkozy, como corajoso havia já sido o primeiro entendimento entre De Gaulle e Adenauer, bem como, mais tarde, a imagem das mãos dadas entre Helmut Kohl e François Mitterrand. Sob o mesmo Arc du Triomphe, junto ao qual Adolf Hitler fez passar as suas tropas e fez a arrogante visita a Paris, a chanceler alemã mostrou que a qualidade dos políticos também se afirma na forma como conseguem, com grande dignidade, enterrar a História no passado a que ele pertence. E o gesto do presidente francês, ao convidá-la a partilhar o dia em que, até agora, a França comemorava a derrota alemã, esteve bem à altura dessa atitude. Tenho a sensação que nós, portugueses, não obstante termos as nossas vítimas no termo do primeiro grande conflito mundial, nunca entendemos bem o sentimento profundo do que foi a imensa tragédia vivida nesta parte da Europa, durante todo o século passado. O peso da ditadura e a nossa concentração no patético estertor da aventura imperial, colocaram Portugal num mundo à margem dessa penosa realidade, a que foi possível escaparmos. Com efeito, não vivemos directamente uma tragédia que explica muito do que viria a passar-se mais tarde e que dá maior valor a este tipo de exorcismos, feito em torno de comemorações onde se sublinha, quase obsessivamente, a ideia da paz. Talvez ainda por essa mesma razão, em Portugal, não se olha para a Europa e para o seu projecto de unidade política da mesma maneira que outros o fazem e não valorizamos devidamente o fantástico empreendimento que a construção europeia representa e em que agora temos o ensejo de participar em pleno. Pedras... "Todo mundo pode Ser Grande, porque Todo Mundo pode Servir.
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MurosHá mais de três décadas, atravessei pela primeira vez o “checkpoint Charlie”, em Berlim, entre as duas Alemanhas. Fi-lo como interessado turista, naquela curiosidade de observador distante de uma Guerra Fria que apenas conhecia no preto-e-branco dos filmes e dos livros de espionagem. Tal como me iria acontecer em outros contactos com o “socialismo real”, a experiência deixou-me um sabor amargo e triste, como se consagrasse a despedida definitiva de uma ilusão residual – a mim, que nunca tinha cultivado nenhum fascínio pelo modelo que, para alguns, foi o “sol da terra”. Porém, pertencente a uma geração política de quantos, cada um à sua maneira, acreditaram na possibilidade dos “amanhãs” poderem vir a cantar, via-me forçado, pela força da realidade, a concluir que, no passado, o futuro era bem melhor… Porque à época da queda do muro ainda alimentava algumas dúvidas sobre o
que a Alemanha iria fazer com a sua nova unidade, não fiz parte daqueles que
saudaram, com grande euforia, a festa de Berlim, embora percebesse bem a alegria
dos que a partilhavam. Sei que hoje não é popular escrever isto, mas assumo-o
sem o menor pejo, porque é pura verdade. Como é igualmente verdade que não verti
nenhuma lágrima de nostalgia pelo fim daqueles regimes feitos de tristeza e de
tom cinza que a tutela moscovita conservara como cómoda almofada entre si o
Ocidente. Noutras coisas acertei. Deixada sem contrapoder, uma certa América fez-nos correr uma aventura cujo saldo está ainda hoje por apurar e que adubou, de forma trágica, alguns conflitos para que foi arrastada. A circunstância de uma “outra” América ter, entretanto, reaparecido, no mercado das forças políticas com expressão à escala global, pode ajudar-nos a tentar atenuar essas derivas, mas as hipóteses de retoma do curso normal das coisas estão, em definitivo, já afastadas.
O mundo que hoje vivemos, goste-se ou não, é ainda um mero produto da Guerra Fria. O modelo das nossas instituições multilaterais mais não é do que uma projecção dos equilíbrios saídos do final da Segunda Guerra Mundial. A prova provada é que ainda andamos às voltas para tentar dar à NATO uma finalidade diferente daquela para que havia sido criada. Verdade seja que, do lado de Moscovo, sente-se uma filosofia de acção externa muito tributária de uma mentalidade tradicional de cerco, que rigidifica posições e provoca contra-reacções do mesmo sinal. Para nos recordar que esses tempos não estão mortos, regressou recentemente a temática do Tratado CFE (sobre forças convencionais na Europa) e mantêm-se os “frozen conflicts” de antanho (Transnístria, Nagorno-Karabasch), alguns com afloramentos muito pouco saudáveis (Ossétia do Sul, Abcásia). A Europa que aí temos, a União Europeia alargada, mais não é do que uma filha directa da Guerra Fria, embora agora liberta das antigas peias dos pais geradores. Algumas atitudes que detectamos em certas capitais europeias face a Moscovo trazem consigo os germes dos traumatismos passados e tornam-nos a todos reféns involuntários dessa História regional.
Ora o mundo mudou,
o 11 de Setembro deu um forte sinal que parece não ter sido entendido, mesmo por
quem o sofreu dramaticamente na pele. As lições do Iraque, os riscos novos no
Irão, os impasses no Afeganistão, bem como o barril de pólvora no Paquistão
parece não serem suficientes para nos fazer acordar para a necessidade de
mudança de paradigma do nosso quadro das relações
internacionais.
Nesta cegueira
estratégica, a atitude de uma certa Europa perante a questão turca prova que
vivemos ainda no mundo do passado e que alguns teimam em não perceber que, pedra
a pedra, estamos a colocar as fundações para um novo muro. (Texto publicado hoje num suplemento especial do Diário Económico sobre a queda do Muro de Berlim) Não ao DesempregoJosé Saramago
Diante das manifestações que se estão preparando em toda a Europa, de protesto contra o desemprego, escrevi, a pedido de um grupo de sindicalistas, o texto que a seguir se reproduz. Não ao Desemprego A gravíssima crise económica e financeira que está convulsionando o mundo traz-nos a angustiante sensação de que chegámos ao final de uma época sem que se consiga vislumbrar o que e como será o que virá de seguida. Que fazemos nós, que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistar mais e mais dinheiro, mais e mais poder, com todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, regulares ou criminais? Podemos deixar a saída da crise nas mãos dos peritos? Não são eles precisamente, os banqueiros, os políticos de máximo nível mundial, os directores das grandes multinacionais, os especuladores, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, os que, com a soberba de quem se considera possuidor da última sabedoria, nos mandavam calar quando, nos últimos trinta anos, timidamente protestávamos, dizendo que não sabíamos nada, e por isso nos ridicularizavam? Era o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presunçosamente auto-reformável e auto-regulável encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para sempre e jamais a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de desmenti-lo a cada hora que passava. E agora, quando cada dia aumenta o número de desempregados? Vão acabar por fim os paraísos fiscais e as contas numeradas? Será implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delitivas, de inversões opacas que, em muitos casos, mais não são que massivas lavagens de dinheiro negro, do narcotráfico e outras actividades canalhas? E os expedientes de crise, habilmente preparados para benefício dos conselhos de administração e contra os trabalhadores? Quem resolve o problema dos desempregados, milhões de vítimas da chamada crise, que pela avareza, a maldade ou a estupidez dos poderosos vão continuar desempregados, mal-vivendo temporariamente de míseros subsídios do Estado, enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente conduzidas à falência gozam de quantias milionárias cobertas por contratos blindados? O que se está a passar é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e desde esta perspectiva deve ser analisado nos foruns públicos e nas consciências. Não é exagero. Crimes contra a humanidade não são apenas os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassinatos selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as contaminações massivas, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é também o que os poderes financeiros e económicos, com a cumplicidade efectiva ou tácita de os governos, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o que lhes resta, a sua casa e as suas poupanças, depois de terem perdido a única e tantas vezes escassa fonte de rendimiento, quer dizer, o seu trabalho. Dizer “Não ao Desemprego” é um dever ético, um imperativo moral. Como o é denunciar que esta situação não a geraram os trabalhadores, que não são os empregados os que devem pagar a estultícia e os erros do sistema. Dizer “Não ao Desemprego” é travar o genocídio lento mas implacável a que o sistema condena milhões de pessoas. Sabemos que podemos sair desta crise, sabemos que não pedimos a lua. E sabemos que temos voz para usá-la. Frente à soberba do sistema, invoquemos o nosso direito à crítica e ao nosso protesto. Eles não sabem tudo. Equivocaram-se. Enganaram-nos. Não toleremos ser suas vítimas. José Saramago VascoHọc bổng CheveningMark Kent
Hợp tác giáo dục giữa Anh và Việt Nam tiếp tục phát triển. Bất chấp khủng hoảng kinh tế thế giới, năm nay chúng tôi vẫn cấp thị thực cho sinh viên sang du học tại Anh với số lượng nhiều hơn 6% so với năm ngoái. Chính phủ Anh đóng góp vào điều này thông qua Chương trình Học bổng Chevening. Nếu bạn có ý định nộp hồ sơ xin học bổng, hãy làm ngay vì hạn nộp là cuối tháng này. Dưới đây là tâm sự của một trong những Học viên Chevening: bạn Vũ Thu Trang, sinh viên trường Kinh doanh Durham. Tuần này còn có một tin tốt lành nữa là một bạn trẻ đến từ Việt Nam - Lê Ngọc Anh đã giành được Học bổng BP Chevening toàn cầu tại trường Đại học Dundee – một học bổng uy tín, sau khi vượt qua mọi đối thủ trên toàn thế giới. Ngọc Anh đã đồng ý chia sẻ về những trải nghiệm của mình trên blog của tôi. Mời các bạn đón đọc. ![]() Lê Ngọc Anh- người đã giành được Học bổng BP Chevening
toàn cầu
tại trường Đại học Dundee
"Chào các bạn. Tôi rất vui được góp mặt trên blog của Đại sứ Mark Kent – một
người bạn tốt của Việt Nam, như tôi biết – để kể về câu chuyện nhỏ của
mình. Lê Ngọc Anh" *Xem nguyên văn bài bằng tiếng Anh Fado Na noite de sexta-feira, graças a uma iniciativa da Rádio Alfa,
essa instituição de referência que une a comunidade portuguesa da zona de Paris,
teve lugar em Créteil uma bela noite de fado.Tenho ouvido mais fado de qualidade em França, desde que aqui cheguei, do que em toda a última década da minha vida, por esse mundo fora. A França é um destino regular dos melhores fadistas portugueses. A iniciativa do comendador Armando Lopes, a alma por detrás da Rádio Alfa, conseguiu, uma vez mais, trazer ao vivo e pela antena três vozes de qualidade: Filipa Cardoso (na imagem, que não conhecia e que me pareceu de uma escola fadista próxima de Maria da Fé), António Pinto Basto e Mafalda Arnauth. Face Oculta: PGR deve arquivar certidões que incluem Sócrates. ???Não interessa nada, que haja actos ilicitos, não interessa nada que possamos ter um primeiro-ministro, senão corrupto, pelo menos conivente ou sabedor de, actos ilicitos ou de, amigos corruptos. Nada disso interessa aos supostos garantes da justiça em Portugal.
Queriam um papelinho antes, a informá-los que pretendiam escutar o Sr primeiro-ministro!
O que posso deduzir, pela forma como que este caso está a correr, que não seriam aceites as escutas.
O PGR deverá arquivar as duas primeiras certidões remetidas pelo DIAP de Aveiro no âmbito do processo Face Oculta, com dezenas de escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Argentina sob a 'lei da mordaça'É lamentável que alguns países andem para traz em vez de para a frente! “Os ataques à liberdade de imprensa aumentaram neste fim-de-semana. Sindicalistas bloquearam as empresas que distribuem os principais jornais do país, "Clarín" e "La Nación", críticos da presidência Kirchner. Expresso.pt” Europas É muito instrutivo procurar apresentar faces diversas da Europa,
tanto quanto possível apelativas, dirigidas a auditórios muito
diferenciados.Ontem, ao final da tarde, numa organização de Sciences Po, fiz em Poitiers, para umas largas dezenas de jovens, uma apresentação sobre a Europa e o modo como vemos o nosso próprio papel no projecto. O animado debate que se seguiu quase me fazia perder o TGV (bendito TGV!) para Paris. Foi muito curioso responder a várias e interessantes questões, algumas delas de tom quase inesperado, por parte de estudantes de várias origens. Aprende-se imenso ao ouvir as preocupações daqueles a quem pertence o futuro. Hoje de manhã, já aqui em Paris, fui o "guest speaker" (até porque a apresentação foi feita em inglês) na reunião da "Bankers Association for Finance and Trade", que reune quadros superiores das grandes instituições bancárias europeias. O Tratado de Lisboa, as derivas intergovernamentais dentro da União Europeia, a preservação do Mercado Interno e outras interrogações sobre o futuro do projecto europeu animaram uma bela hora de debate. Outro auditório, outras preocupações. Logo à noite, falarei em Neuilly sobre a experiência de Portugal na Europa. Serão outros ouvintes, muitos dos quais pertencentes às novas gerações francesas que têm origem comum portuguesa, filhos e netos de quantos, na realidade, entraram nas Comunidades Europeias antes que Portugal delas fizesse formalmente parte. Otra mirada pornográficaEn las películas de la directora de cine pornográfico Erika Lust (Estocolmo, 1977) no salen "enfermeras cachondas", "mafiosos millonarios musculosos" ni "lolitas con trenzas". Tampoco se dan situaciones ilógicas, como que los clientes de un bar, en lugar de sorprenderse al descubrir a una pareja desconocida manteniendo relaciones sexuales a la vista de todos, formen un espontáneo y bien avenido grupo, o que lo primero que hagan unas enfermeras al recibir a los pacientes en el hospital sea practicarles una felación. Lust prepara ahora una guía con las mejores tiendas eróticas de Europa "Las mujeres ya no son presentadas como ninfómanas o prostitutas" Ninguno de esos personajes y secuencias figuran en sus cintas pues Lust lleva 10 años apostando por el porno dirigido a mujeres ?sólo hay otras 25 realizadoras en el mundo?, a cuyas tramas ha dotado de contenido y cuyos protagonistas tienen una personalidad mejor definida que en la inmensa mayoría de títulos del género. Cada año se producen en Europa unas 14.000 películas X frente a sólo 30 pensadas para el público. ELPAÍS.com Como nasce um paradigma. Refúgio
Faço minha reflexão de hoje baseada neste interessante texto que me foi enviado por e mail: COMO NASCE UM PARADIGMA Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma jaula em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituiram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi procurar subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais procurava subir a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..." (autor desconhecido) É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito" (Albert Einstein) Nossa vida é aprendizado contínuo. Desde tenra idade extraimos do exterior a nós elementos que irão compor nossa visão de mundo. As primeiras lições - parentais - adquirímo-las no seio da família e, aos poucos, somamos àquelas as da escola, dos amigos, dos colegas de trabalho, enfim, incorporamos pedaços de realidade que passam pelo crivo subjetivo de nossas avaliações e nos ajudam a compor nossos paradigmas. O que é um paradigma? Segundo a Wikipedia, "Paradigma (do grego Parádeigma), literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas". O termo Paradigma é mais conhecido em Física. Na escola aprendemos que o paradigma newtoniano foi quebrado por Einstein. E surge a Física Quântica! Com horizontes bem maiores, mais largos, mais respostas e outras dúvidas!... É isso mesmo! A Ciência caminha através das dúvidas, dos questionamentos, do teste das leis, da introdução de novas variáveis. Uma teoria se valida pelas refutações a que se submete e, quando há uma hipótese que a contrarie, vai-se por água abaixo um edifício sólido... É o momento de se repensar, de estudar sob outro ângulo, de construir um novo corpo teórico! Da Física transponho meu pensamento: porque não aplicarmos em nossa vida diária o questionamento sadio de nossos paradigmas? Porque nos apegamos todos ao estreitamento das posições rígidas? Porque repetimos mecanicamente tantos comportamentos sem que nem ao menos procuremos entender suas validade, origem, seus objetivos? Um paradigma é necessário na solidez de nossos alicerces. Todavia, é preciso - tal qual um técnico - saber detectar quando há rachaduras, problemas na estrutura destes e, se o caso, acelerarmos a demolição de certas construções aparentemente sólidas, agirmos no sentido de uma desconstrução de alguns de nossos modelos. Apegâmo-nos ao conforto do "isso já foi dito", chamâmo-lo de experiência. Nosso dolente comodismo nos impele ao não questionamento do porquê de tantas de nossas atitudes habituais... Às vezes nos ancoramos fechados a defender o que chamamos de tradição: "isto é assim desde tempos imemoriais... meus avós já faziam assim...todo mundo faz assim... porque devo questionar?" Ou: "quem sou eu para questioná-los?" Digo agora: Podem estar errados! Porque não? O mundo medieval tinha certeza que o Sol girava em torno da Terra, pois este pensamento era conforme ao paradigma dominante ditado pela religião... Vou mais além: a cada vez que defendemos ferrenhamente nossas posições sem que as tenhamos submetido ao confronto com o novo, com o racional que detecta irracionalidades e incongruências, sem que ouçamos imparciais as verdades do outro que nos parecem falsas, contribuimos para o perpetuar da intolerância, do preconceito, dos erros e injustiças, de mentiras muitas vezes. A cada vez que repetimos padrões de conduta sem que saibamos seus porquês, sem que entendamos as suas origens engrossamos as fileiras de um pensamento conservador, acéfalo e continuista... É preciso revolver de tempos em tempos as águas de nossas certezas pois que se tornam paradas, limosas, traiçoeiras... Tais águas se tornam insalobras caso não as oxigenemos com novas ideias, caso criemos barragens psicológicas que impeçam seu fluxo livre... Afinal, neste grande rio que é o saber, nossas convicções correm lentas ao destino do Grande Oceano! É urgente que saibamos apreciar cada obstáculo que nos impele a ser água turbulenta! Há momentos na trajetória de um rio em que suas águas são revoltas, a navegação é difícil - se não impossível; contudo, são nestas passagens por obstáculos que ele, com enfurecido ímpeto, escoa mais depressa para objetivos outros. E move pedras, e arranca arbustos e hiperoxigena suas águas. Já não será o mesmo depois da corredeira, planícies há a fertilizar... Aprendamos com os paradigmas da Ciência - que sempre estão a ser testados, com as lições dos rios; aprendamos a refutar nossos próprios argumentos, a nos tornar mais refratários às verdades dos outros, a questionar mais nossas certezas... Não posso assegurar que chegaremos perto de uma verdade absoluta, pois que esta não existe; todavia, distanciarêmo-nos, com certeza, da intransigência e, contribuiremos para a formação de paradigmas ampliados de compreensão do que nos cerca e, acima de tudo, de nós mesmos... Pensemos nisso. Maneiras
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(de) amigos
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